19 de mai. de 2012

Não sei

Da saudade
se fez poema.
Desse teu jeito,
um tanto gêiser,
um tanto bálsamo
também.
Tua presença
acelera  meus metabolismos,
abre meus poros
de onde verte toda a poesia.

Paixão apressada
já virou amor.
Tão denso,
palpável...
daqueles que chegam a dar medo.
Não de vivê-lo,
mas dele escapar por entre os dedos das mãos.

Saber o tempo certo da ampulheta
que me virou junto de ponta cabeça
e de onde escorrem os grãos de areia . 
Deslizo pelos acontecimentos
junto com um tempo
que me leva
a atravessar portais.

A vida perto de ti me engolfa.
Vou nessa onda.
Deságuo na corredeira.

Tenho meus botes e remos.
Não vou me afogar.
Não sei é se vamos nos encontrar.
ou isso já vem acontecendo?
nas intensidades...
No fundo não sei  para onde estou indo,
sei que vou.
E pela primeira vez,
é só o que importa.




2 comentários:

  1. Sabermos o que verdadeiramente importa é a seiva de nossas raízes.

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  2. Tão interno não é? Precisa saber escutar...Benvinda ao blog!

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