26 de mar. de 2012

Revelação

Quando te vejo
me revelo.
Sem querer
tudo em mim
se revela.


Diante de ti
perco o domínio
dos gestos,
tropeço nos impulsos.

Tua força interna me invade,
teu entusiasmo
se mistura ao meu.


Não sou mais a mesma.
Sou outra.
Sou tantas.
Sou milhares.

Pulverizada,
Sou pó de ouro,
purpurina,
menina!

Vulcânica

Não sei o q teus olhos dirão
Quando meu peito descontrolado
acelerar
E teus olhos ouvirem
Meu rebuliço interno
Não sei o q teus olhos dirão
quando minha boca
tentar disfarçar o desejo do beijo
Não sei o que tuas mãos pensam de mim
quando as minhas ensaiam uma aproximação
ou seguram uma a outra
na expectativa do abraço das tuas

A tensão do encontro
ativa minhas lavas
que escorrem em plena ebulição
Te esperar é uma tortura
A chuva que desaba
sobre as telhas
não amorna
os vapores que exalam de minha tênue esperança
de te ter diante de mim
uma vez mais
nessa noite de amanhã




Gengibre

uma bolinha de gude
deslizou pelo longo corredor
virou novelinho de lã
chegou perto
de um gatinho manhoso
q miou
p mim
vem aqui
assim
assim
na minha toca
comecinho de inverno
se aconchegar em mim

prometo beijos quentinhos
agridoces
toques de gengibre

vem






Rosa Pastel [E-book a ser editado por Ideias a Granel ]

No quarto

Espio
em meio a um certo caos
um frasco de perfume
um calçado despojado
um underwear

vestígios dele

II

Na cozinha
comanda a festa
aromas gastronômicos
envolvem seu charme
beijo sonhado
festa rolando
pessoas
meros figurantes no meu teatro particular
dançar com elas
um passatempo

vê-lo adentrar no salão?
meu desejo
mais secreto

III
No salão

Entre aparições repentinas e fugazes
ele surge
dança comigo
me enlaça
me suspende
me gira
me arrebata
cabeça pendida
fração de segundos
descontrola meu corpo
minhas ações

um não sei o quê incandesce
e
então
degusto
a
eternidade