27 de abr. de 2012

Hoje sou o vento

Sou hoje um vento manso
que entra pela tua janela
te acorda levemente
brisa da tua manhã


Embarcas apressado no carro
sorrateiro
dificulto que feches a porta
espalho-me pelo teu rosto perfumado
te bagunço
serei assim
um vento denso
veloz
quase um tufão na tua tarde


Quando tenso estiveres
no meio do teu dia turbulento
serei um sopro
que envolverá teu corpo todo
numa espiral
até sentires frio de mim


E à noite quando deitares nu sobre a cama
serei um vendaval rebelde
que não deixará
lençol algum te cobrir
não sobrará da tua epiderme
um poro sequer
por onde eu não tenha passado...

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